Uma montanha de lixo em casa
Esta reportagem (abaixo) da AP publicada no Estadão de hoje me lembra uma reportagem que fiz no final da década de 80, em Niterói. Um professor de filosofia resolveu montar uma coleta seletiva no bairro em que vivia. Já, naquele tempo, o trabalho era executado por seis pessoas que se encarregavam de coletar o lixo selecionado de todas as residências. E usavam pra isso apenas carrocinhas de mão (impacto ambiental zero). Toda verba pra pagamento do pessoal era gerada pela venda do material aos recicladores. Uma idéia simples mas ainda muito distante da realidade de São Paulo.
Aqui uma parte do texto. Veja a reportagem inteira no site do Estadão.
Quase todo o lixo de Chameides foi preservado cuidadosamente, em uma demonstração do volume de lixo produzido por cada pessoa todos os dias.
O que é ainda mais surpreendente é que ele não é evidência disso. Enquanto o norte-americano médio produz 400 quilos de lixo em oito meses, Chameides produziu apenas 14 quilos.
“Toda vez que conto às pessoas o que estou fazendo, elas me olham daquele jeito enrugado e então perguntam ‘desculpe, o que você está fazendo?”, disse o cameraman do seriado Nip/Tuck. “Eu digo a elas que sei que é uma loucura.”
Chameides prefere pensar no experimento de um ano como sua contribuição ao estudo do consumismo.
O caminho para se tornar um rato de laboratório começou anos atrás, quando ele instalou lâmpadas fluorescentes, comprou um carro híbrido e começou a usar painéis solares.
Confira o post The Story of Stuff e entenda porque produzimos tanto lixo.