Jornal como semeador de ideias

O colunista do New York Times, Nicholas D. Kristof, afirma que ao contrário do jornal, a internet nos leva a buscar ideias afins às nossas e vai nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas. Eu não havia pensado dessa maneira ainda. O kristof tem uma forma de pensar diferente da minha. E achei esse artigo nas páginas da Folha versão online.

Algumas coisas que Kristof diz:

• Quando navegamos on-line, cada um de nós é seu próprio editor, o guardião de sua própria entrada. Selecionamos o tipo de notícias e opiniões de que mais gostamos.

• Nicholas Negroponte, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), chamou a esse produto noticioso emergente “O Meu Jornal Diário”. E, se isso for uma tendência, que Deus nos salve de nós mesmos.

• Isso porque existem provas bastante convincentes de que, em geral, não desejamos realmente informações confiáveis, e sim as que confirmem nossas ideias preconcebidas. Podemos acreditar intelectualmente no valor do choque de opiniões, mas na prática gostamos de nos encerrar no útero tranquilizador de uma câmara de ecos.

• O efeito do “Meu Jornal” seria nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas.

• Então talvez a única maneira de avançar seja que cada um se esforce por conta própria para fazer uma malhação intelectual, enfrentando parceiros de discussão cujas opiniões deploramos.

• Pense nisso como uma sessão diária de exercícios mentais análoga a uma ida à academia: se você não se exercitou até transpirar, não valeu.

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