Dia Mundial Sem Carro

Em São Paulo chove muito. Dia quase frio, bem nublado. Em nada lembra a Primavera, que chega hoje aqui no Hemisfério Sul. Na maioria dos dias uso ônibus e Metro para ir ao escritório. Bicicleta algumas vezes, mas São Paulo ainda é uma cidade muito pouco amigável para as bikes. É preciso estar disposto a trilhar os caminhos da Metrópole.
Hoje decidi trabalhar apenas online. Usando emails, skype e iPhone. Acompanho o mundo pelo Twitter e, percebo, estou conectado a pensamentos planetários. Minha tribo está em Tokyo, San Francisco, Tatuapé, Nova York, Genebra. Tudo aqui pertinho. Percebo também que gosto muito mais de saber o que está acontecendo quando me contam, quando vejo inteligências lendo e dizendo o que acham das coisas.
Fico feliz com isso. Sempre gostei de novidades. Por isso sou jornalista. E, desde que o mundo é mundo, homens contam a outros homens o que é que está acontecendo. Com a conexão Twitter, muitos contam a muitos o que é que está acontecendo em muitos lugares. Sei que tem alguma inteligência agora, em algum lugar desse planeta lendo algum jornal local e pensando a respeito de como andam as coisas. Sei também que logo mais estarei sabendo a opinião dele compartilhada via Twiiter ou Facebook ou numa ligação telefônica.
Bilhões de mentes conectadas. Um compartilhamento permanente de ideias e percepções. Hoje é o Dia Mundial sem Carro. Muitas e muitas pessoas (mais de um milhão de veículos novos em São Paulo) não sabem desse dia nem de seu significado. Mas outras muitas e muitas e muitas sabem e fazem a diferença.