Produtividade e alegria

8 de Fevereiro de 2010 @ 18:15 por flavio gut

Minha produtividade está diretamente relacionada ao meu grau de alegria. Se consigo estar alegre, automaticamente me torno uma pessoa mais produtiva.

Em dias não tão alegres tenho dificuldade para me concentrar. O tempo passa, olho para o computador e pouco avanço nas tarefas.

Para estar alegre preciso estar inteiro. Logo, minha produtividade é consequência do meu bem estar. Pois meu bem estar é o motor da minha alegria.

Simples assim.

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E se…

7 de Fevereiro de 2010 @ 13:43 por flavio gut

A se Apple comprar o New York Times?
E se o Google comprar o Washington Post?

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Problema nosso

5 de Fevereiro de 2010 @ 08:57 por flavio gut

Eu sou um daqueles tantos por cento que gostam de São Paulo. Sou fascinado por essa diversidade. Pela força da grana que ergue e destrói coisas belas e pela deselegância discreta de suas meninas.

Nesses dias terríveis de enchentes é hora de conseguir alguém para colocar a culpa. Mas apenas pra lembrar, se existe alguma culpa, com certeza não é do rio, pois desde sempre ele esteve ali transbordando para suas lindas várzeas em tempo de chuva forte.

Quem construiu a cidade nessas várzea fomos nós (eu não, mas alguns outros humanos). E, desde aqueles velhos tempos, esses humanos continuam insistindo. Agora temos seis pistas na marginal Tietê. Um shopping Center Norte, onde havia uma lagoa. E a chuva continua a mesma.

memoria4 - memoria4

Essa foto de 1940, de Benedito Junqueira Duarte, mostra a rua da Cantareira inundada. Mas o problema é bem mais antigo, como informa o blog Nova Urbis. Veja esse interessante post:

Criada na confluência dos rios Tietê e Tamanduateí, São Paulo convive com enchentes desde a sua fundação.

“Em 1556, depois de uma forte tempestade, o padre José de Anchieta comentou em uma carta que faltou pouco para não sobrar ninguém na Vila de Piratininga”, conta o meteorologista Augusto José Pereira Filho, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

Após quatro séculos de desordenado crescimento urbano, a situação só piorou, como mostra a foto (acima), tirada em janeiro de 1940, quando uma dezena de carros submergiu na Rua da Cantareira, no centro.

Ah, sim. Na ocasião, os governantes já culpavam São Pedro.

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Alastair Fuad-Luke no Brasil

4 de Fevereiro de 2010 @ 23:33 por flavio gut

Abril com idds — 2010
Co-Design Loop, ou Ciclo de Design Colaborativo

O Abril com idds — 2010, evento anual promovido pelo Instituto de Design para o Desenvolvimento Sustentável, traz ao Brasil Alastair Fuad-Luke, autor do best-seller The Eco-Design Handbook, obra de referência no setor.

Fuad-Luke, que é membro do Conselho Científico do idds e um dos principais pensadores do design sustentável mundial, vai abordar o conceito de co-design loop, uma forma de trabalho que permite projetar coletivamente, num ciclo contínuo de aprendizado. Em conjunto e ao mesmo tempo, todas as partes interessadas interagem compreendendo os problemas e experimentando soluções.

Alastair Fuad-Luke

Alastair Fuad-Luke tem mais de 30 anos de experiência como escritor, pesquisador, professor, palestrante e designer. Atualmente leciona na Inglaterra nos cursos de mestrado em Design Sustentável na Surrey Institute, University College, Manufacturing, Sustainability & Design na Cranfield University e de bacharelado em 3d Design na Goldsmiths College; além de ser palestrante internacional.

É autor do best-seller The Eco-Design Handbook e dos livros Design Ativism e The Eco-Travel Handbook, e trabalha como desenvolvedor de produtos e serviços para a Scottish Industrial Symbosis Programme na Escócia, além de desenvolver projetos em Cornwall, como o “Futuremap” que objetiva catalisar o desenvolvimento local através das melhores práticas de design sustentável.

Autor do projeto Slow Design e vice-presidente de SlowLab em Nova York, Fuad-Luke também é membro do quadro de conselheiros para a 10th Towards Sustainable Product Development Conference do Centre for Sustainable Design e fundador e diretor executivo do projeto “Tempo” - rede voltada aos profissionais de design sustentável. Atualmente é coodernador do projeto DEEDS (Design Education & Sustainability).

Fuad-Luke acredita no poder da filosofia do design, pensamentos e processos de incentivo à transformação positiva e na busca pró-ativa de resultados imaginativos para o desafio da sustentabilidade. Abraça o eco-design, design sustentável, co-design e design lento (slow-design) como abordagens de design sinérgicas para explorar novas oportunidades e modelos para a empresa e permitir impactos mais positivos para a sustentabilidade.

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Cada dia mais fácil

4 de Fevereiro de 2010 @ 17:38 por flavio gut

E mais divertido.

Se você vencer a preguiça dos primeiros 15 dias andando de bike pela cidade, vai começar a perceber mudanças no seu corpo. Começa a ficar mais fácil e mais divertido pedalar.

E, com o tempo, torna-se possível escolher melhores caminhos. Alguns com mais sombra, menos carros e mais paisagem. Mesmo em São Paulo, que dizem ser uma cidade cinza, há lindos espaços pra curtir quando se olha devagar.

A São Paulo que conheço não tem congestionamentos.

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Bike na rua

2 de Fevereiro de 2010 @ 09:22 por flavio gut

Lindo dia para pedalar em Sampa. Sol, não muito calor (de manhã). Vim disposto a encarar a rua, fazer dela minha ciclovia permanente. Subi a Afonso Bovero no gás. E direto pela Dr. Arnaldo e Bela Cintra, usando TODA a faixa da direita.

E, incrível: nenhuma buzina. Nenhum xingamento. Nenhum ônibus me prensando. Talvez tenha sido minha atitude interna de me fazer respeitar pelo DIREITO que tenho de trafegar de bike em todas as ruas.

Eu tenho esse direito. Você também.

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Novos hábitos

2 de Fevereiro de 2010 @ 05:58 por flavio gut

Geralmente acordo e faço uma oração. Em seguida, pego um café e vou ler as notícias do dia no meu iPhone. Abro o Twitter no Echofon e dou uma geral no que me contam pessoas que sigo. Procuro seguir quem tem um olhar profundo e apurado. Assim, minha informação já chega com um filtro de pessoas pensantes — uma das coisas que também costumo fazer é deixar de seguir pessoas que não me acrescentam nada ou que perdem tempo com conversa fiada. Busco qualidade.

Muitas vezes consulto a informação original indicada por essas pessoas. E algumas outras vezes retwito essas informações (aquelas que considero relevantes). Faço isso usando o iPhone, pois ele permite que eu ande pela casa, faça meu café ao mesmo em tempo em que leio ou assisto a algum vídeo indicado por twiteiros ou não. Gosto também porque com o iPhone posso ouvir música até mesmo quando tomo banho e sei que alguém me ligar ele estará ali pronto a me atender.

Fico imaginando o iPad. Esse iPhonão que pra mim ainda é uma visão na internet. Mesmo que ele não faça ligações telefônicas (ainda) eu gostaria de ter um em mãos, pois a tela maior me facilitaria a leitura. Só por isso já me parece uma boa ideia. Seria (será) incorporar esse novo aparelho ao meu dia a dia. Ele me parece fácil também para levar na mochila da bike quando vou pro escritório. Não penso nele para substituir o Mac, mas um complemento interessante.

Gosto de viver esse mundo novo da informação onde os meios nos aproximam de pessoas que raramente teríamos a oportunidade de conhecer. Acho interessante quando vejo os twits da Miriam Leitão e me sinto próximo dela; sabendo coisas da vida dela. Essa ligação faz da colega jornalista uma pessoa. Gente como qualquer um de nós, que batalha na vida e procura um jeito de entender o que é que está acontecendo. Da mesma forma, falo do futurista suiço Gerd Leonhard como se fosse um velho amigo, pois acompanho seus posts e indicações diariamente.

Um mundo de possibilidade que ainda está dando seus primeiros passos. O mundo é cada vez mais mobile, exatamente como nós humanos.

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Caminho para a Liberdade

30 de Janeiro de 2010 @ 17:43 por flavio gut

Veja: um outro caminho é possível
http://www.pathtofreedom.com/

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Pra rir do iPad

30 de Janeiro de 2010 @ 16:27 por flavio gut

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iPad é outra coisa

28 de Janeiro de 2010 @ 14:19 por flavio gut

Em 1988 eu ouvi de Juan Antonio Giner, presidente e fundador do Innovation Internacional Media Consulting Group, em uma conferência organizada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), no Rio de Janeiro, que o jornalista do futuro deveria ser WEDMM, (writting, editing, design multimedia). Ou seja, um sujeito capaz de apurar, escrever, editar, desenhar em qualquer meio.

De lá pra cá, o mundo conheceu a convergência multimídia via internet. E, cada vez mais, as informações chegam via mobile multimidia. O iPad é uma ferramenta desse mundo. Ao incorporar uma bookstore online, a Apple associa ao mundo informativo o quesito que faltava para que a informação em tempo real chegue às nossas mãos através de um dispositivo fácil de carregar, simples de operar e, ao mesmo tempo, cheio de opções.

O iPad é jornal. É também revista. E TV. E video. E conexão web. E livro. E música. E fotos. Do jeito que estou vendo, ele não foi feito pra fazer jornal. Eu não preciso de uma impressora gigante pra produzir um jornal diário. Basta comprá-lo na banca. Eu não preciso de um multicomputador cheio de recursos pra ler minha revista online. Nem preciso de um estúdio pra ouvir minhas músicas preferidas.

Esse novo dispositivo é um desafio para jornais, jornalistas e produtores de informação de qualquer espécie. A consultoria iA deu o tom ao lembrar que a meta agora é produzir informação de qualidade para essa nova forma de conexão. O iPad mexe com as compreensões de jornalistas e empresas de comunicação. E não é por acaso que o NYTimes trabalhou junto com a Apple criando um produto específico para o iPad.

Pouca gente acreditou que o iPod poderia revolucionar o mercado da música. No lançamento do iPhone menos ainda acreditaram que aquela caro e esquisito fone fosse virar de ponta cabeça o mundo dos mobiles. O iPad é óbvio para quem, como eu, usa um iPhone. É uma ferramenta formidável para quem gosta de se informar.

Do jeito que estou vendo agora, o iPad é outra coisa.

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iPod iPad

27 de Janeiro de 2010 @ 23:24 por flavio gut

2001
Apple Music Event 2001-The First Ever iPod Introduction
http://www.youtube.com/watch?v=kN0SVBCJqLs

2007
Steve Jobs presents iPhone
http://www.youtube.com/watch?v=gQ2CMMdowu0&feature=related

2010
Apple Unveils the iPad
http://www.youtube.com/watch?v=UNnBlMB3L84

Lembro das críticas ao iPod. Afinal, quem iria querer guardar mil músicas?

Lembro das críticas ao iPhone. Quem vai pagar 600 dólares por um celular?

Leio as críticas ao iPad. Não tem câmera; nem faz ligações telefônicas.

O tempo vai dizer se o iPad é realmente um aparelho revolucionário. Eu, no momento, vejo que é. Mesmo sem câmera ou sem ligações, pois tenho usado meu iPhone para ler jornais, revistas, navegar na web e twittar. Uma facilidade. Mas a tela é pequena. Com o iPad sinto que a conexão multimídia chegou ao seu ponto máximo, pois com ele é possível ler até no banheiro, uma experiência até então possível apenas com jornais, livros e revistas.

O iPad é jornal, é livro, é revista. É ainda navegador e tocador de música. O iPad me parece muito útil e muito fácil de usar, tão fácil (ou mais) que um iPhone ou iPod. O tempo vai dizer.

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iPad

27 de Janeiro de 2010 @ 15:21 por flavio gut

A Apple é bem melhor de nomes que o Google.

Apple Tablet e Davos

27 de Janeiro de 2010 @ 09:26 por flavio gut

O Forum Econômico Mundial costuma chamar a atenção do planeta mais do que qualquer outra coisa. Este ano, porém, as atenções estão voltadas para uma reunião na Califórnia onde será apresentado o novo Tablet da Apple. Novo porque ninguém sabe exatamente o que é (do mesmo jeito que muita gente fez cara feita quando Steve Jobs apresentou o iPod). Até hoje não precisávamos de um tablet, mas vindo da Apple é bom acompanhar. Quando o iPhone foi lançado muitos críticos diziam que dificilmente alguém investiria 600 dólares em um telefone. Estavam errados. De certa forma, Davos e o tablet estão conectados, pois ambos falam de um futuro que já chegou.

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Alto astral e manutenção de bikes

21 de Janeiro de 2010 @ 19:56 por flavio gut

De novo o assunto bike. Normal, afinal, estou com ela novamente no meu dia-a-dia e vejo um tanto de gente (cada vez mais) fazendo o mesmo.

Hoje, precisei trocar a câmera de um dos pneus, pois ainda estava usando o bico fino, que é muito difícil de encher. Com a válvula convencional é possível calibrar os pneus da bike em qualquer posto.

Parei na Bicicletaria Sumaré (Rua Arruda Alvim, 412, Sumaré. Fone: 3088 1103). O dono, senhor Edison me atendeu muito bem. É uma bicicletaria pequena, que há mais de 40 anos funciona no mesmo local — próximo da Estação Sumaré do Metrô. Ele comprou a bicicletaria em 1983 e está ali até hoje.

Tem uma clientela fiel: “Vem gente até do Morumbi arrumar a bicicleta aqui”, conta ele, que chegou da Bahia quando tinha apenas 15 anos.

Seu Edison olhou para minha bike e disse que o mais fácil seria ele mesmo colocar a nova câmera. Eu já tinha feito a adaptação na roda dianteira, mas ele me convenceu ao mostrar uma ferramenta feita especialmente para o trabalho (alargar o furo no aro por onde passa a válvula).

Em minutos ampliou o furo e colocou a nova câmera. Em seguida, deu um trato na roda a frente. E continuou: regulou os freios e o câmbio, limpou a corrente e passou óleo nos pontos mais importantes. E ainda colocou ar na suspensão com uma bomba especial.

Minha bike saiu dali regulada e ótima de pedalar. Ele me cobrou apenas a câmera e a mão-de-obra para a troca. Apenas isso. E na paz, na tranquilidade de quem lida com bikes todos os dias há muitos e muitos anos. Seu Edison naturalmente já vive em outro ritmo, mesmo que sua bicicletaria fique a apenas alguns metros da Dr. Arnaldo.

Pra mim foi uma lição de comprometimento com o trabalho; alegria com o que faz e vontade de auxiliar o próximo.

Sou grato a ele por essa atitude. E desejo que ele tenha cada vez mais e mais clientes fiéis.

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Ciclofaixa para a dignidade

21 de Janeiro de 2010 @ 17:38 por flavio gut

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Mobilidade Verde

20 de Janeiro de 2010 @ 14:21 por flavio gut

Olha só como são as coisas: mais e mais gente vindo de bike para o HUB. Bem interessante esse movimento e outros que acontecem paralelamente.

Chegaram ao HUB dois especialistas em mobilidade: Lincoln Paiva e João Paulo Amaral — João Paulo usa bicicleta todos os dias para vir ao trabalho.

Paiva está montando a Green Mobility, consultoria especializada em transporte verde. Presta serviços para empresas e organizações encontrando a forma menos carbonífera de transporte. Entre seus clientes, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e seu secretário biker, Eduardo Jorge.

Paiva é o idealizador do Projeto MelhorAR (www.projetomelhorar.com.br) de mobilidade sustentável e do site Não Vou de Carro (www.naovoudecarro), que calcula a emissão de carbono que um carro deixa de emitir quando fica na garagem.

Pra quem quer conhecer melhor o trabalho de Lincoln Paiva basta dar um google pra encontrar diversos artigos interessantes. Paiva era sócio-diretor da EcoBelieve e agora está em carreira solo.

Bom poder contar com parceiros de qualidade. Quanto mais gente pensando (e agindo) nesse mundo novo que queremos construir, mais perto dele ficamos.

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De um dia pro outro, o professor vira ciclista

20 de Janeiro de 2010 @ 14:17 por flavio gut

O arquiteto, ativista, professor de Aikido e inventor do projeto Tim Tim (entre outras muitas coisas), José Roberto Bueno, um dia olhou pro carro ao lado (no meio daquele trânsito de todos os dias em Sampa) e teve um insight:

“Eu sou parte do problema”.

A partir de então, deixou de culpar os outros pelos congestionamentos, poluição, stress e outros bagulhos: comprou uma bicicleta, que usa como meio de transporte. E olha que José Bueno nem era um ciclista juramentado. Veio do Rio pra São Paulo há 30 anos e nunca havia usado uma bike por aqui.

Atitudes como a de José Bueno fazem a diferença. Afinal, a atitude é de cada um. Mora dentro da gente. Hoje, ao vir para o HUB depois das 11 horas, com calor bem forte, simplesmente escolhi caminhos com mais sombra. E achei.

Existe uma São Paulo muito interessante além das avenidas.

José Roberto toca o projeto Tim Tim, que tem por objetivo transferir conhecimento para adolescentes.

Experiência real e coletiva.

Quem quer conhecer melhor o trabalho de Zero Roberto Bueno visite o blog
www.zerobueno.blogspot.com
Email: bueno@aikidoharmonia.com.br

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Ciclo-ativismo em NY

19 de Janeiro de 2010 @ 06:59 por flavio gut

Veja mais AQUI

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Atitude Carbono Zero

13 de Janeiro de 2010 @ 11:51 por flavio gut

Quando ser ambientalmente responsável era apenas protestar pela salvação das baleias, bastava assinar os manifestos do Greenpeace e acompanhar as ações espetaculares de seus ativistas via mídia convencional e dormir tranquilo.

Quem não se lembra (muitos jovens não se lembram) do pequeno bote do Greenpeace atrapalhando a vida de baleeiros na tentativa, muitas vezes inútil, de parar com a matança de baleias? Quem não viveu esse tempo basta uma busca no Google.

Acho que as baleias foram salvas. Pelo que sei ainda existem algumas nadando pelos mares do mundo. Mas o mundo mudou um tanto desde a Década de 80. Vivemos o tempo do aquecimento global, das mudanças climáticas. E também a época da participação das pessoas em tudo.

Se olhamos pelo olhar da propaganda, ouvimos que agora é a hora do consumidor. O consumidor está com o poder. Nas empresas é o mesmo discurso: temos que olhar para as pessoas. Não basta apenas pensar em lucro. É preciso uma visão mais ampla, inclusiva, dizem executivos engravatados.

O mesmo consumidor (pessoas) que sofre com as alterações climáticas e cataclismas. No Haiti há zilhões de mortos, lamentavelmente. Zilda Arns, a grande ativista brasileira está entre eles. Uma pena. Nas cidades do mundo, há relatos, nem sempre tão divulgados, de um aumento do número de mortos em doentes em consequência das alterações do clima. E a venda de veículos bate recordes entupindo ruas e poluindo o ar.

O filme Avatar, um manifesto ecológico em 3D (lindo) bate recordes de bilheteria e faturamento. Al Gore é prêmio Nobel, todo mundo diz que quer ser verde. O assunto parece claro pra qualquer pessoa medianamente informada. Mas ser ativo no combate às mudanças climáticas exige algo bem mais complexo do que assinar um manifesto em prol das baleias. Implica em atitudes.

Atitudes que podemos tomar cada um de nós a cada dia. Quando, por exemplo, decidimos deixar o carro em casa, abandonando o conforto e a inércia, e pedalar ou usar o transporte coletivo. Isso não é simples numa cidade como São Paulo, que olha muito pouco para ciclistas e pedestres. Mas é uma atitude.

Uma atitude quando decidimos deixar de comprar um produto comprovadamente agressivo, mesmo que seu preço seja ótimo. Uma atitude quando deixamos de produzir algo nocivo, mesmo que isso implique em diminuir lucros dos acionistas.

Falar de aquecimento global é lembrar que estamos todos conectados. O carbono gerado aqui por um ônibus desregulado tem o mesmo efeito danoso que o avião decolando em Paris. E enquanto líderes globais não chegam a um acordo, a temperatura aumenta junto com o desequilíbrio. Um desequilíbrio que vai muito além de questões ambientais.

Atitude é também tomar decisões radicais, como o Google decidiu tomar. Aboliu a censura ao seu mecanismo de busca imposta pelo Governo Chinês. E, caso existam retaliações, promete abandonar o país, fechar as atividades lá. Esse é um marco, pois a China é o grande mercado e o Google decide sair dele em razão de ataques e de uma política governamental equivocada.

Coerente, mas tardia essa decisão. Afinal de contas, como é que o Google compactua com a censura? Vale apenas o lucro? Parece que por algum tempo foi assim e, agora algo mudou. Louvável decisão. Uma atitude.

Mas o Google, por enquanto, é uma voz isolada. Para outras empresas globais tanto faz se a China é uma ditadura, se não existe liberdade de expressão ou se opositores ao goverrno são assassinados, desde que os trabalhadores chineses continuem a produzir bens de consumo a preços baratos.

Atitude, no mundo de hoje, exige mais. Exige pensar no outro. Exige verdade, exige transparência e coerência. Não vamos mudar o mundo se continuarmos com os mesmo padrões de consumo, com as mesmas e velhas atitudes. Não se chega a um lugar novo usando as mesmas estradas.

A transformação necessária depende de nós. Depende de nossa capacidade de expulsar do poder governantes corruptos e incompetentes; de sair da inércia do carro novo com ar condicionado e da ilusão do novo. E esse nós é EU. É você. Não é apenas o outro.

Atitude é retomar valores de solidariedade, de parceria, de companheirismo e respeito entre os seres. Mas isso de verdade, na prática mesmo. Algo muito além do discurso.

Atitudes simples do tipo lavar os copos que usa; não buzinar no trânsito (quando tiver uma necessidade absoluta de usar um carro); dizer por favor e obrigado. Atitudes que contribuam, definitivamente, para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada que habite um planeta com alguma condição de sobrevivência para todos.

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A Basiléia muda regras: o que muda aqui?

12 de Janeiro de 2010 @ 15:43 por flavio gut

Vejo no jornal o Estado de S. Paulo que o Fórum de Estabilidade Financeira (FSB), na Basiléia, aprovou a reforma da regulação do novo sistema financeiro internacional. Fiquei interessado, especialmente porque o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, disse que todas as normas que ainda não estão em vigor no país serão adotadas até o final do ano.

O jornal fala de algumas normas, entre elas algo como colchão de capitais, colchão de liquidez e registro de balanço, com explicações que não chegam ao meu alcance. Fiquei sem entender.

O que esperava encontrar e não vi: quais são as normas brasileiras e quais delas aprovadas ontem o país ainda não adota? O que acontece, o que muda na vida das pessoas a adoção dessa nova regulamentação? Achei que ia encontrar um quadro comparativo, com explicações claras a respeito da grande mudança na regulamentação global e suas consequências. Mas apenas achei.

Ainda bem que não paguei pelo jornal. Vi aqui no Hub (onde trabalho). Espero que algum outro veículo de informação tenha sido mais claro a respeito do assunto. Vou continuar procurando. Aceito sugestões de leitura.

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