A dimensão do amor nas empresas

8 de Março de 2010 @ 21:41 por flavio gut

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Eunice Brito: “O amor é o reconhecimento da existência do outro”.
Foto: Marcos Fernandes

Falar de sustentabilidade é falar de amor nas organizações

 
Por Flavio Gut

Todos nós já experimentamos as virtudes que o sentimento de amor nos inspira. Pela pessoa amada, seja ela um filho, uma esposa ou namorada, nos dedicamos, abdicamos de nossa vaidade e soberba. Mas será que esse sentimento, claro de que outras maneiras, não nos pode beneficiar em outras espécies de relações, com nossos vizinhos ou colegas de trabalho, por exemplo?

É preciso falar da dimensão do amor nas empresas. Falar de amor nas organizações é falar de sustentabilidade socioambiental e relacional. Esse é o pensamento da psicóloga e consultora de empresas, Eunice Fernandes de Oliveira Hilsdorf Brito, diretora-fundadora da Semilla Consultoria e Desenvolvimento de Recursos Humanos, que tem longa experiência no atendimento de empresas familiares, planejando a sucessão e a profissionalização.
 
Nesta entrevista, Eunice Brito mostra que, em primeiro lugar, é preciso pensar na sustentabilidade pessoal e social e a partir daí ampliar para o macro. Sustentabilidade e diversidade nas relações é o que pode ampliar a consciência do homem para o meio ambiente na sua forma mais ampla possível.
 
 
Em seu trabalho você fala da linha da dualidade entre o poder e o conhecimento? O que é isso?
 
A dualidade entre o poder e o conhecimento é a dimensão onde o ser humano vive. A escravidão, a exploração e todos os relacionamentos humanos, seja na relação entre pessoas ou no nível das nações, acontecem nessa dimensão. É nessa dimensão horizontal que se dá a luta entre o poder o conhecimento. É a dualidade humana. Evolução-involução, vida-morte. Essa é a dimensão da dualidade. Traz a limitação. É uma dimensão entre dois polos: poder e o conhecimento.
 
Mas por que, justamente, uma polaridade entre o poder e o conhecimento?
 
Porque são as principais facetas do desafio humano. Porque o ser humano busca o poder pra se afirmar. O poder é uma tentativa, uma ilusão do homem de achar que pode manter o seu contorno, a sua própria identidade, sua individualidade.

O homem acredita que com o poder pode se tornar semelhante ao criador. Que o poder vai dar a ele o controle de vida e morte. Por exemplo, a medicina traz longevidade. Hoje temos mais perspectiva de vida porque a medicina tem o conhecimento. Isso efetivamente nos traz essa sensação de domínio e poder. Poder sobre a vida. Sobre a natureza.
 
E como o amor pode equilibrar poder e conhecimento?
 
Amor pode ser traduzido pelo reconhecimento da existência do outro. E esse outro pode ser um outro ser humano ou a natureza. A dimensão da dualidade trouxe o controle da subsistência da Humanidade no início, mas também desviou o homem e trouxe a sensação de que ele podia mais do que tudo, do que planeta. O amor mostra que o homem é co-criador do que se manifesta. Quando um homem reconhece que a verdade do outro pode ser tão boa quanto a dele, essa dinâmica se dá através do amor.
 
Seres humanos existem como peças de um grande móbile. E uma peça que se mexe altera todas as outras. É um móbile global. Essa consciência vem caminhando. A humanidade precisou passar pelo processo de poder e conhecimento e, agora, o que se pede é um transcender a essa dualidade (animus-anima) e ir pra dimensão da alteridade. É na alternância da dualidade que encontra a unidade.
 
O que significa transcender a dualidade animus-anima? 
 
A pessoa vive numa dimensão onde ela se reconhece importante pelo que tem [seja conhecimento, dinheiro, status] e não pelo ser que é. Então, a proposta é sair para a verticalidade e entender de uma forma mais sistêmica. Saber que existe essse movimento entre o poder e o conhecimento, mas existe algo dentro do sistema que gera vida: o amor. O amor, onde habita a criatividade, sensibilidade, compaixão fraternidade é, portanto, o reconhecimento da existência do outro. O outro também faz parte.
 
É possível pensar desta maneira também em relação a empresas?
 
Uma empresa que só pensa em si mesma pra manter o poder econômico, não divide e não pensa em desenvolvimento de pessoas, está presa nessa dualidade entre o poder e o conhecimento. E essa dualidade é finita. Ela reduz. O que amplia é quando se inclui a outra dimensão. No reconhecimento da existência do outro existe a empatia.

Eu enxergo a necessidade do outro e isso me faz cultivar programas de desenvolvimento de pessoas ao invés de cortes; o reconhecimento das potencialidades, das competências, e isso gera, por outro lado, o movimento de comprometimento, de participação, de identificação com os propósitos da empresa e a soma disso se traduz em resultados.

Resultados numa relação ganha-ganha. E com isso, se equilibra o movimento sistêmico entre dar e receber e a relação dentro das organizações passa de um estágio competitivo para um estágio cooperativo. E dentro da cooperação é possível abrir para a co-criação, quando o colaborador põe o talento dele a serviço do propósito do grupo.
 
Gestão participativa pode ser considerada um agir dentro da dimensão do amor?
 
Dependendo de como isso é feito é uma dimensão que pode conduzir a isso. A própria empresa vai percebendo dentro do sistema dela qual o limite pra isso.
 
Hoje, a moderna administração ensina que as empresas precisam ser transparentes. Como essa dimensão do amor se encaixa nessa busca?
 
Os recursos até agora utilizados dentro dos sistemas econômicos, seja no capitalismo ou socialismo, reduziram-se à polaridade entre o poder e o conhecimento. Nos sistemas vigentes, o indivíduo é reconhecido pelo que ele produz. Os sistemas, inclusive de reconhecimento, são pautados basicamente naquilo que a pessoa produz.
 
Mas cada vez mais, o rei está nu. A gente vê isso nos regimes políticos e nas organizações. Vê aqui no Brasil.. As empresas precisam se transformar e reconhecer na sua missão o valor da cooperação e co-criação.

E é a prática desses valores no cotidiano, através do planejamento das relações que a empresa estabelece com seus stakeholders, que faz com que as coisas fiquem mais transparentes. Isso cria uma unidade para o negócio, que ganha força e que se traduz em sucesso. O contrário disso, dessa prática, dessa coerência, mais cedo ou mais tarde, conduz as organizações ao insucesso.
 
 
Por que isso acontece? Como a transparência entrou na pauta das empresas?
 
O momento planetário. O momento da humanidade, que passa pela busca dessa coerência entre o que se fala e o que se faz. E dentro dessa coerência está a transparência com fornecedores, clientes, colaboradores e os diversos stakeholders. Não adianta falar de sustentabilidade e ter uma relação de trabalho onde isso não é aplicado aos colaboradores. Ou falar de sustentabilidade quando a extração da matéria-prima passa pela exploração de quem está na floresta. Isso está cada vez mais sendo denunciado.
 
É como se o movimento evolutivo da humanidade não estivesse mais comportando essa linha de ação. Está empurrando e cada vez diminuindo mais o espaço para essas espécies de condutas prejudiciais à sociedade como um todo. E estamos vendo que as empresas de mais sucesso real, de mais longevidade, as empresas que tem uma base, hoje incluem efetivamente na sua ação, a sua missão, valores, transparência, participação. Não pensam no lucro pelo lucro. Tem uma visão mais global, de preservação do planeta e de tudo que sustenta a atividade econômica e o ser humano.
 
Ainda não se fala muito na dimensão do amor dentro das organizações. Alguma empresa já trabalha nesse sentido?
 
A empresa trabalha na dimensão do amor quando introduz na sua prática dinâmicas de reconhecimento real, da participação, da criatividade, quando ela tem sistemas de reconhecimento transparentes. Uma empresa tem que ter normas e procedimentos, mas esses critérios precisam ficar claros e não podem ser unilaterais.
 
Não se fala no amor piegas. Mas fala-se do amor na dimensão da consideração, da empatia, da participação e da criatividade. O amor que se revela ao entender que o ser humano não é só aquele que produz, mas uma pessoa que tem essência. Assim como existe um espírito da época, um espírito da empresa, o ser humano também é um espírito.

É nessa dimensão que se pode compreender que o ser humano não é só corpo e mente. Ele é um ser. E nesse ser compõe tudo isso que a gente pode falar na dimensão do amor dentro das organizações.
 
Como isso se manifesta nas organizações?
 
Os lugares existem, a hierarquia existe. Existe uma ordem. E dentro dessa ordem é preciso encontrar o lugar de cada pessoa. E dentro dessa ordem a exploracão do capital humano para beneficar o poder de poucos está ficando cada vez mais impossível, desacreditada. As pessoas buscam um outro tipo de relação com o trabalho, elas querem colocar seu potencial a servico de algo em que elas acreditam, pois se não fazem isso, sentem-se infelizes, mais desprotegidas quando acometidas por uma doença, tudo isso culminando com a degradação dos seres humanos, das empresas e do planeta.
 
Estamos vivendo um tempo em que cresce, aflora uma visão sistêmica e mais global do papel social e das organizações, daquilo que cada um realiza, tanto como indivíduo quanto como parte do todo, da necessidade de mais união. Preocupações importantes e relacionadas com a principal pergunta que nos fazemos diariamente enquanto espécie: onde queremos chegar?
 
E nas empresas familiares, como se manifesta a dimensão do amor?
 
Empresas familiares, minha especialidade, são construídas na maioria das vezes por um ato amoroso. Um ato de sustentar a própria família, abrir um campo de aplicação de potencialidades. E, às vezes, ela se perde no caminho das lutas, dos conflitos surgidos nas crises societárias. E, quando isso acontece, a única saída é o amor. Porque no amor cabem as diferenças.
 
Como cabem diferenças dentro do amor?
 
Dentro da sustentabilidade. A diversidade que existe na natureza coexiste naturalmente, cada um com a sua função [a formiga com função de limpeza e correção dentro da estrutura da terra. Um elefante também tem a sua função e eles coexistem na floresta]. A cadeia alimentar também faz parte da sustentabilidade.
 
As diferenças somam. Quando nos resumimos às brigas, quando nossa afirmação depende da anulação da diferença do outro, permanecemos estagnados. Mas se compreendo que o outro é diferente, posso trazer algo de novo para o que eu quero, caminho para o crescimento. O que vale é a intenção das nossas atitudes, de um ato criativo, seja ter um filho, ou uma empresa, ou seja lá o que for. A intenção também tem uma polaridade, negativa ou positiva.

Se crio uma empresa unicamente com a intenção de conquistar poder, ou de dominar pessoas, estou na contramão do que o momento pede. Uma empresa tem, além da função de resultado para seus acionistas, uma função social humana e um papel dentro do sistema, de sustentabildade. Veja, por exemplo, uma empresa que se desfaz de seu lixo sem se preocupar com as conseqüências, está também se prejudicando pelo simples fato de que prejudica a todos, ao ambiente do qual igualmente faz parte.

Transparência: essa entrevista foi feita originalmente para o site www.semilla.com.br como parte do trabalho da Gut Comunicação para a Semilla Consultoria e Desenvolvimento de Recursos Humanos. Por seu interesse e relevância publico aqui no site.

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The Impossible Hamster

3 de Março de 2010 @ 14:00 por flavio gut

What the impossible hamster has to teach us about economic growth?
[O que o Hamster impossivel tem para nos ensinar a respeito do crescimento econômico?]

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Exemplo de Seatle

28 de Fevereiro de 2010 @ 17:02 por flavio gut

I’ll believe that Brazilian officials are really wanting to do something different when we get something similar to what Seattle has done: an elected mayor biker. In Sao Paulo, Eduardo Jorge and Sonia Francine attuned to the proposal, but we are still very far from Seattle.

[Vou acreditar que os governantes brasileiros realmente estão querendo fazer algo diferente quando a gente conseguir algo semelhante ao que fez Seattle: elegeu um prefeito biker. Em São Paulo temos Eduardo Jorge e Soninha Francine sintonizados com a proposta, mas ainda estamos very far from Seattle. ]

See this article by Clarence Eckerson ond February 16, 2010

Biking to Work with Seattle’s Mayor Mike McGinn

When Seattleites elected a new mayor at the end of 2009, they really went for a breath of fresh air. In the general election, Mayor Mike McGinn, who rides a bike to work daily, was outspent nearly four to one. The race was very close, but with an energetic volunteer base — and a campaign that emphasized many livable streets issues — he pulled out the victory.

Only a few weeks into the new administration, I got the chance to commute with Mayor McGinn from his home in Greenwood to City Hall. It wasn’t hard to convince him, seeing as he’s a longtime Streetfilms fan, going back to his days as the founder of an organization called Great City.

As you’ll see, McGinn has a lot of great things to say. Particularly exciting is a new website called Ideas for Seattle, which asks residents what they would like to see the mayor focus on. Take a look: A good dozen of the current Top 20 could be classified as livable streets issues.

(Note: I think other cities should replicate this.) So we wish Mayor McGinn the best and can’t wait to check back in a few years to see what kind of changes have taken place.

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Pinheiros x Tietê

28 de Fevereiro de 2010 @ 09:16 por flavio gut

São Paulo inaugurou ontem o primeiro trecho da Ciclovia do Rio Pinheiros, com 14 quilômetros. José Serra esteve lá (também o prefeito Gilberto Kassab) e em seu discurso lembrou que quando garoto gostava muito de andar de bicicleta mas, atualmente, tem estado distante das duas rodas.

Prefeito e governador na inauguração de ciclovia já é um sinal de que o assunto está ganhando massa crítica.

Mas o discurso de Serra, que vi apenas no Youtube (na página do Governo do Estado de São Paulo), mostra a distância enorme entre a prática de uns poucos quilômetros de ciclovia e a transformação da metrópole numa área onde a bicicleta tem prioridade.

Afinal de contas, se a gente for pensar bem, o problema dos congestionamentos em São Paulo pode ser resolvido de um dia pro outro: basta que mais e mais gente deixe os seus carros na garagem. Pra que isso aconteça é preciso uma política de transportes que integre, inclusive a bicicleta.

Uma coisa pra pensar: se o governo considera realmente importante a construção de ciclovias (e propõe até um parque no Rio Pinheiros) por que não aproveitou a mega-ultra-obra da Marginal do Tietê pra construir uma ciclovia também às margens daquele rio?

Porque, na minha opinião, as ciclovias são construídas conforme a conveniência de quem constrói e não de quem usa. A ciclovia do Pinheiros já estava pronta há muitos anos. Bastou pintar as faixas de vermelho e liberar pra utilização. Só isso. Investimento mesmo só em propaganda e discurso, pois até mesmo o dinheiro veio da CPTM.

E se o governo quer mesmo transformar a paisagem, alterar hábitos e colocar São Paulo no rumo de outras megacidades (exemplo de Seoul) precisa de algo bem mais consistente do que faixas pintadas, pois andar de bike ao lado de um rio totalmente poluído não me parece algo tão bacana assim. Sem dúvida é bom, melhor que enfrentar o trânsito de bike na Marginal Pinheiros, mas tem cara de prêmio de consolação.

No discurso, o governador diz que vai construir mais alguns acessos para a ciclovia. E que já entrou em contato com a iniciativa privada. Outro ponto interessante esse: um governador alegre por inaugurar uma ciclovia, mas sem destinar verbas do Governo do Estado (nossa) para criar acessos a essa ciclovia.

Pra inspirar mudanças mais profundas veja esse video da Streetfilms, Fixing the Great Mistake: Autocentric Development.

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Palavras de agradecimento

26 de Fevereiro de 2010 @ 06:27 por flavio gut

Conheci essas palavras através de John Stokes, do Projeto Pegadas (The Tracking Project). Elas chegam até nós originadas do povo indígena Haudenosaunee. São diversas saudações ao mundo natural reunidas em um pequeno livro. As palavras de agradecimento têm raízes antigas, de mais de mil anos e hoje ainda são faladas na abertura e fechamento das reuniões desse povo.

A Mãe Terra

Somos todos gratos a nossa Mãe Terra, pois ela nos dá tudo que precisamos para viver. Ela apóia nossos pés sobre o chão quando caminhamos sobre ela. Ela nos dá a certeza de que continuará a cuidar de nós como tem cuidado desde o começo dos tempos. A nossa Mãe Terra, enviamos nossa saudação e gratidão.

Agora nossos pensamentos são um

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Twitter 5 x 2 Buzz

24 de Fevereiro de 2010 @ 18:07 por flavio gut

O Twitter pra mim continua ganhando do Google Buzz como ferramenta para compartilhamento de informações. Acho mais simples de usar e seu propósito mais fácil de entender. Encaminho automaticamente minhas mensagens do Twitter para o Buzz, mas ele é sempre o segundo nas minhas preferências.

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O ecossistema urbano

22 de Fevereiro de 2010 @ 08:46 por flavio gut

chinariver ed01 - chinariver ed01
Publicado em Inhabitat

A cidade é um ecossistema criado pelas pessoas para sua mútua realização. Num ecossistema, assim como numa floresta tropical, tudo está inter-relacionado e é interdependente. Cada organismo provê algo essencial para a vida de outros organismos e, em troca deles, recebe aquelas coisas essenciais para sua própria sobreviência e bem-estar.

Essa citação de David Engwicht, aparece na abertura do livro Ecologia Urbana e Poder Local, que Alfredo Sirkis publicou pela Fundação Onda Azul em 1999. Muita coisa no livro continua atual.

Enquanto São Paulo cria mais zilhões de pistas na marginal Tietê e inaugura uma ciclovia na marginal Pinheiros com apenas dois acessos aos ciclistas, Seoul tem a grandeza de destruir coisas não tão belas para devolver aos seres urbanos a paisagem humana.

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Redes sociais: a web semântica

22 de Fevereiro de 2010 @ 06:13 por flavio gut

Em um interessante e bem fundamentado artigo publicado esta semana pelo SFGate, o jornalista Benny Evangelista faz uma profunda análise a respeito dos dados divulgado pelo site Compete, especializado na análise do tráfego web, que mostram uma mudança de tendência na internet: segundo o relatório, o Facebook direciona mais visitantes para os grandes portais que o Google.

Talvez isso explique porque o Google está investindo cada vez mais forte nas mídias sociais. O lançamento do Buzz, a tentativa com o Wave e outras ações demonstram uma atenção de uma companhia que ganhou o mundo web com robôs de busca e, agora, amplia suas ferramentas de interatividade. Alguns especialistas, segundo o artigo de Evangelista, dizem que as mídias sociais se tornarão o próximo mecanismo de busca da web.

De certa forma, ao menos pra mim, isso já vem acontecendo há algum tempo.

No início da web (ou pouco antes da www tomar conta das conexões) a busca se dava via mecanismos como o Gopher, capaz de listar com certa precisão o que havia disponível naquele mundaréu de informações digitais. Em com a web dominando o cenário, vieram o Altavista, que foi durante algum tempo a bússula dos pioneiros, Yahoo e, por fim, o dominante Google, capaz de indexar a internet em segundos com uma precisão assustadora.

Mas robôs ainda não conseguem distinguir, por exemplo, a rua do Javali, a carne do Javali, o sobrenome Javali e o edifício Javali. Uma simples busca no Google nos mostra milhares e milhares de informações, organizadas apenas pela ordem do Google. Uma ordem que nem sempre atende ao que estamos buscando. Por isso mesmo, criou-se a categoria dos especialistas em pesquisa web (SEO), pessoas capazes de fazer com que um site apareça nas primeiras páginas do Goggle, pois muito pouca gente se aventura além da página 3.

Com a conexão cada vez maior de pessoas na web e criação de ferramentas com o Facebook e o Twitter, a interligação de mentes ficou mais simples. A pesquisa web deixou de ser um mecanismo de indexação para se transformar num compartilhamento de conhecimento real. Milhões de pessoas vasculhando a web e pensando a respeito e contando pra mais gente que também lê e compartilha. Esses zilhões de cérebros criam uma inteligência coletiva com capacidade de aprendizado (ainda) impossível para robôs e mecanismos de indexação.

Eu, habitualmente, me informo via Twitter. Tenho eficientes editores vasculhando a web e me contando o estão vendo de mais interessante. Eu também leio, edito e compartilho; recebo feedbacks e sigo aprendendo. O artigo do SFGate, por exemplo, me foi indicado por Guy kawasaki. Essa imensa conexão traz uma nova perspectiva e mostra um caminho: a web semântica (de conteúdo), apontada como o futuro da rede, chega via cérebros conectatos em redes sociais.

Continuo examinando.

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Empreendedorismo Social Corporativo

17 de Fevereiro de 2010 @ 11:15 por flavio gut

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Dr. Heiko Spitzeck, professor e ativista

Criando valor social e financeiro a partir das grandes corporações

Quando o professor e ativista Heiko Spitzeck desembarcar em julho no Brasil com seus mais de 30 estudantes da School of Management do The Doughty Centre for Corporate Responsability, da Cranfield University de Londres, vai direto a uma cooperativa de catadores de lixo. Quer mostrar a esses jovens MBAs que qualquer decisão empresarial tem consequências e quem pensa em um mundo mais sustentável tem a obrigação de perceber o resultado de suas atitudes.

Catadores são empresários por necessidade. Quero mostrar aos estudantes a vida dessas pessoas. Entender, conviver. E assim encontrar soluções que tragam mais dignidade a eles. As cooperativas, por exemplo, são uma forma de dar mais poder aos catadores.

Esse é o estilo de trabalho desse professor mente aberta. Alemão, pós-graduado na Suiça, dá aulas em Londres para estudantes de diversas partes do mundo. Casado com uma brasileira de família japonesa, está se transferindo para São Paulo, onde pretende continuar provocando cabeças de jovens dispostos a deixar de lado velhos conceitos.

Sua linha de investigação mais recente são os empreendedores sociais corporativos (intrapreneurship). Pessoas que, mesmo dentro das organizações, são capazes de fazer a transformação positiva e necessária para a construção de um mundo mais justo e humano. Empreendedores sociais corporativos conseguem produzir uma saudável mistura de empreendimento ao mesmo tempo social e lucrativo a partir de ações criativas.

O doutor Heiko Spitezeck e seus colegas John Elkington e Maggie Brenneke estão estudando o assunto. Pesquisando e recolhendo dados para a futura publicação de um artigo científico que pretende colocar uma luz mais clara sobre a questão. Numa conversa que tivemos no HUB São Paulo, contou um pouco do que já foi levantado.

Operação bancária no celular

Susie Lonie e Nick Huges, da companhia telefônica britânica Vodafone, encontraram uma oportunidade de oferecer serviços bancários via celular no Quênia, ao perceber que enquanto apenas 20% da população tinha conta em bancos, pelo menos 54% contava com acesso a telefones celulares.

A Vodafone, junto com a operadora local Safaricom, criou o serviço M-Pesa — M (mobile) e Pesa (dinheiro, na língua local). Em menos de um ano, mais de 200 mil pessoas aderiram ao novo sistema, que funciona de forma realmente simples: via celular, uma pessoa pode transferir dinheiro para outra pessoa em qualquer lugar do país. O sistema também é usado por instituições de microcrédito do Quênia para emprestar dinheiro e receber pagamentos.

Susie Lonie e Nick Huges são exemplos de empreendedores sociais corporativos. Pessoas que trabalham não apenas por dinheiro, mas que realmente colocam sua energia e motivação na busca de soluções para a transformação positiva. Heizo Sptezeck e seus colegas conversaram com mais de 70 empreendedores sociais corporativos de diversas partes do mundo.

E todos eles mostraram uma característica em comum: enxergaram oportunidades nos desafios que o planeta enfrenta.

O poder na mão das mulheres

Outra iniciativa relatada por Heiko Spitezeck partiu de Vijay Sharma, da Hindustan Unilever, na Índia. Ela criou o programa Shakti (poder), que deu oportunidade para que mulheres das pequenas vilas rurais se transformassem em microempresárias revendedoras de detergentes, sabonetes e outros produtos da Hindustan Unilever.

O programa é um sucesso. A previsão é que de ao final de 2010, sejam mais de 100 mil empreendedoras atendendo cerca de 500 mil vilas indianas. O programa não apenas ampliou as receitas da Hindustan Unilever, mas deu dignidade a milhares de mulheres, como Susheela (ouvida pelos pesquisadores):

Quando as pessoas me vêem, elas se aproximam e me chama de Shakti amma. Hoje eu sou alguém.

Empreendedores sociais corporativos trazem para dentro das organizações o valor social e rentável de novos negócios. Onde outros enxergam desafios, eles enxergam oportunidades. E ter desafios sociais em mente é um grande catalizador de inovações.

O exemplo de Yunus

Quando comparados com iniciativas como a Muhammad Yunus (criador do Grameen Bank e prêmio Nobel da Paz de 2006), os empreendedores sociais corporativos tem a vantagem de poder usar a estrutura já existente da organização em que trabalham sem precisar montar uma estrutura própria.

Empreendores sociais corporativos fazem a conexão clara entre a inovação social e o negócio. Pensam tanto nos benefícios para as pessoas atendidas quanto no crescimento de vendas, administração de custos e melhoria do produto. Mas, da mesma forma que empreendedores sociais que atuam fora de empresas, eles se concentram na criação de valor social com o maior impacto possível.

Para que os empreendedores sociais possam ter sucesso em sua atuação é necessário o suporte da organização. Sem que a direção da empresa esteja engajada, a organização facilmente volta seu rumo para o usual lucro pelo lucro. O exemplo dos empreendedores sociais corporativos é uma fonte inspiradora para outros funcionários. Faz com que mais pessoas troquem ideias e pensem a respeito do que pode ser feito para melhorar a vida de quem precisa e, ao mesmo tempo, garantir a boa rentabilidade da empresa.

O desafio para as empresas é encontrar meios para garantir que os empreendedores sociais corporativos consigam desenvolver suas estratégias e ajudá-los a trazer essas inovações para o mercado.

Heiko Spitezeck explica que as novas gerações de estudantes das escolas de negócios precisam estar mais atentas para a responsabilidade das empresas na inovação social, pois cada dia mais os consumidores buscam algo além de preços baixos e empregados querem algo mais que salário.

As empresas terão que explicar o valor social de sua existência.

Os desafios sociais, como a pobreza, a perda dos ecossistemas e questões relacionadas à saúde, são urgentes e numerosas, mas podem ser encaradas como oportunidades para a inovação social. Empreendedores sociais corporativos, atuando junto com a infra-estrutura das organizações, são capazes de criar impactos positivos em larga escala, tanto do ponto de vista social como financeiramente.

Se as organizações querem se beneficiar desse potencial criativo, devem prover os empreendedores sociais corporativos de um ecossistema que os empodere e os habilite a aprender com as próprias falhas, gerenciando suas ideias e permitindo que criem impactos positivos de larga escala.

A pesquisa de Heiko Spitezeck e seus colegas John Elkington e Maggie Brenneke ainda está em andamento. Eles procuram novos exemplos, boas histórias e inspirações também no Brasil.

Quem quiser colaborar, entre em contato com Heiko Spitezeck pelo email heiko.spitzeck@cranfield.ac.uk

Pode escrever em português. Spitezeck fala português fluentemente, além de ser um cara muito bem humorado e interessado.

Outros contatos

Dr. Heiko Spitzeck
Cranfield University
Doughty Centre for Corporate Responsibility
Tel: 0044 (0) 1234 751122 ext 3219
www.doughtycentre.info

Comunicação Sustentável = verdade

17 de Fevereiro de 2010 @ 08:42 por flavio gut

Durante uma conversa com Fabio Souza, presidente do IDDS (Instituto de Design para o Desenvolvimento Sustentável) surgiu essa definição simplificada:

Comunicação Sustentável é falar a verdade. Só com a verdade a comunicação se sustenta.

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Siga uma ideia

16 de Fevereiro de 2010 @ 21:43 por flavio gut

Muito interessante o que disse Seth Godin em seu blog: ao invés de ficar criando meios artificiais de ter mais e mais seguidores, devemos perseguir e acreditar em boas ideias. São as boas ideias que atraem mais seguidores. E seguidores sintonizados com o que temos a dizer. Esses sim são os que realmente valem a pena. Gosto do Seth Godin porque ele tem uma maneira original de ver as coisas.

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Buzz muda a cena

14 de Fevereiro de 2010 @ 17:04 por flavio gut

O artigo de Ben Parr, no Mashable publicado há pouco dá o tom do que vem pela frente. O Google Buzz foi lançado no dia 9 e mudou completamente o jogo das redes sociais. Deixando de lado a besteira de abrir o Buzz para todos os principais contatos do Gmal, estamos diante de uma mudança muito forte no universo da mídias sociais.

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“De a pé”, sem Carnaval

13 de Fevereiro de 2010 @ 17:54 por flavio gut

Uma das (muitas) coisas que gosto de São Paulo é que aqui não tem Carnaval. Pelo menos pra mim que não vejo a menor graça nesse assunto. Ontem, numa sexta-feira quando muita gente se congestionou no trânsito para cair fora da cidade, eu andava por uma São Paulo que não costumo frequentar diariamente: peguei o trem da Estação Santo Amaro até a Estação Cidade Universitária, depois de fazer uma conexão via linha Lilás do Metrô.

Um bonito trem de vagões novos e ar condicionado (que deixava o cheiro ruim do Rio Pinheiros e o barulho dos carros na marginal pra fora) não muito cheio, pois não era horário de pico. Usando ônibus, metrô, trem e a Ponte Orca — microônibus que ligam a Estação Cidade Universitária à Estação Vila Madalena, fui ao Morumbi e voltei para Zona Oeste, gastando pouco e podendo observar esse tanto de gente que faz desta cidade esse lugar único.

Andar em São Paulo de transporte público é o segundo jeito que gosto mais. O primeiro, claro, é a bicicleta. Mas acho muito legal, também, imaginar que posso cruzar a cidade sem ter que dirigir um automóvel. Na tarde de ontem, ainda pude ver profissionais trabalhando para transformar o caminho que já existe ao lado do Rio Pinheiro numa ciclovia. O povo que projeta ciclovias aqui em Sampa, ao que parece, não anda muito de bicicleta, mas, pelo menos, vai existir em breve mais um lugar onde a gente pode trafegar sem que os carros fiquem buzinando e tirando finas.

Nesta São Paulo do transporte público que funciona (alguma coisa funciona), fico imaginando quando os ônibus também terão ar condicionado. E quando os corredores funcionarão realmente como linhas exclusivas para ônibus e não como uma grande linha de ônibus grudados uns nos outros (quase vazios).

Hoje, sábado, andei muito a pé e de ônibus também, sem encontar um só vestígio do que dizem ser o Carnaval. Nenhum. São Paulo está calma e silenciosa (pelo menos agora na Zona Oeste). Bons dias pra conhecer mais. Bom pra quem está pensando em começar a ir pro trabalho de bike dar suas primeiras pedaladas por ruas mais tranquilas.

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Meu caminho eu mesmo traço

12 de Fevereiro de 2010 @ 15:49 por flavio gut

Gilberto Gil disse isso há muito tempo.

Vale pra vida e também nas pedaladas do dia-a-dia.

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TEDxSP no HUB

11 de Fevereiro de 2010 @ 06:45 por flavio gut

O TEDxSP, em parceria com o HUB, vai transmitir ao vivo as palestras do TED2010 que estarão acontecendo nos Estados Unidos.

Será esta quinta, sexta e sábado (11, 12 e 13 de fevereiro) a partir das 17 horas no HUB

Segue a programação: http://conferences.ted.com/TED2010/program/schedule.php

A entrada é gratuita e aberta.

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A pegada de cada um

10 de Fevereiro de 2010 @ 15:48 por flavio gut

O site http://www.amazonia.org.br divulgou e disponibiliza a íntegra do relatório sobre a impactos em florestas causados por 35 empresas de todo o mundo lançado hoje (10) pela iniciativa Forest Footprint Disclosure (FFD).

O documento registra as “pegadas florestais” dessas companhias, ou seja, como essas empresas lidam com commodities que podem estar relacionadas ao desmatamento, como carne bovina, soja, óleo de palma, madeira, couro e biocombustíveis.

Ao todo, a iniciativa cobrou informações de 217 empresas internacionais cujas atividades tenham alguma relação a esse tipo de commodities. Desse número, 35 empresas responderam a solicitação e divulgaram seus impactos na floresta, entre elas a British Airways, BMW, L’Oréal, Adidas, Nike e Unilever, por exemplo. Outras 25 empresas se recusaram a divulgar a informação, como a Johnson & Johnson, Toyota e McDonald’s.

Das 217 empresas consultadas pela iniciativa, 19 são brasileiras. Apenas duas companhias concordaram em revelar sua pegada florestal: o grupo Independência, no setor agropecuário, e a Fibria, empresa formada após a união da Aracruz Celulose e da Votorantim Celulose e Papel.

Das empresas que não divulgaram sua pegada, estão grandes usinas de açúcar e álcool, como São Martinho e a Cosan; frigoríficos como o grupo Bertin, além do Grupo André Maggi.

Veja o documento na íntegra AQUI

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Usando Google Buzz

10 de Fevereiro de 2010 @ 11:28 por flavio gut

Estou experimentando para ver como é. O grande lance, segundo especialistas, é o georeferenciamento. Imagine, encontrar ofertas na região onde se está.

Movimentos rápidos de conexão planetária. Google georeferencia posts via Buzz e lojas no Street Views. Basta conectar os pontos e temos um balcão de ofertas pronto.

Que seja também um balcão de ofertas culturais.

No Google Wave não me pluguei mais. Uma onda que passou e não sei se vai voltar.

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Direto ao Ponto

9 de Fevereiro de 2010 @ 17:29 por flavio gut

Direto ao ponto 014 - Direto ao ponto 014
O Direto ao Ponto na cooperativa de catadores

No sábado passado, o Instituto de Design para o Desenvolvimento Sustentável (idds) e o Soul Sampa lançaram oficialmente o Curso Direto ao Ponto: Os desafios da sustentabilidade numa megalópole.

O curso acontece pelas ruas de São Paulo, dentro de um circuito urbano formado por locais que representam, cada um à sua maneira, os principais desafios para a sustentabilidade urbana. Foram oito horas de caminhada, pedalada, carro e metrô dentre os meios de transporte, utilizando serviços que estão disponíveis ao cidadão em seu dia a dia (como o UseBike, projeto da Porto Seguro, por exemplo).

Lixo, alimentação orgânica, mobilidade, construção civil e revitalização urbana foram os principais temas discutidos durante o trajeto. Um dos melhores momentos do curso, segundo disse Leandro Herrera, do Soul Sampa, foi a visita à Copamare – cooperativa de catadores de lixo localizada na Vila Madalena - onde os participantes tiveram contato com a realidade de uma cooperativa de catadores, entenderam a “cadeia do lixo” e discutiram intensamente as possíveis soluções para alavancar o desempenho e a geração de renda da cooperativa.

A utilização de bicicleta como meio de transporte no contexto urbano também foi novidade para muitas pessoas do grupo, que tiveram a oportunidade de pedalar pela primeira vez em Sampa.

João Paulo, um dos participantes que veio de Porto Alegre apenas para a ação, disse que foi uma experiência intensa e inovadora. “Nunca imaginei que um curso poderia ser desenvolvido com esse formato, proporcionando, além de conhecimento, experiências reais e genuínas”, disse.

Camila, outra participante do Direto ao Ponto, definiu o curso em uma palavra – “atitude” – acrescentando que acreditava que não havia pessoas pensando e agindo para um futuro mais sustentável, e que agora não se sente sozinha nesta empreitada.

O Curso Direto ao Ponto: Os desafios da sustentabilidade numa megalópole terá edições mensais e está em busca de parceiros institucionais e patrocinadores. Os interessados podem procurar por Fábio Souza, presidente do idds, no fone 11 8255 4696 ou pelo email fabiosouza@idds.com.br; ou Leandro Herrera, do Soul Sampa 11 86548621, leandro_herrera@soulsampa.com.

A união de esforços do idds e Soul Sampa, duas empresas que tem como sede o HUB, é uma demonstração de que um novo mundo de colaboração é possível.

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Grande Irmão

9 de Fevereiro de 2010 @ 06:00 por flavio gut

O Google agora vai introduzir ferramentas ao Gmail para torná-lo mais parecido com o Facebook e Twitter.
O Google lança celular Nexus One para concorrer com o iPhone.
O Google lança um tablet tipo iPad.
O Google lança o Chrome pra competir com o Firefox.
O Google….

Tá ficando chato isso. Toda unanimidade é burra.

Daqui uns dias o Google vai lançar um serviço de lavagem de autos, entrega de pizza e almoço por quilo.

Com música ao vivo….

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Produtividade e alegria

8 de Fevereiro de 2010 @ 18:15 por flavio gut

Minha produtividade está diretamente relacionada ao meu grau de alegria. Se consigo estar alegre, automaticamente me torno uma pessoa mais produtiva.

Em dias não tão alegres tenho dificuldade para me concentrar. O tempo passa, olho para o computador e pouco avanço nas tarefas.

Para estar alegre preciso estar inteiro. Logo, minha produtividade é consequência do meu bem estar. Pois meu bem estar é o motor da minha alegria.

Simples assim.

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